Puralã - Wool Valley Hotel & Spa
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A Arte saiu à Rua

A cidade da Covilhã converteu-se definitivamente no centro da arte urbana da região Centro de Portugal, graças à criatividade do Woolfest – Covilhã Art Festival.

Este movimento presta homenagem ao glorioso passado da Covilhã enquanto um dos mais importantes centros de produção de lanifícios de Portugal afirmando-se como uma referência da arte urbana no país.

Com os seus eventos regulares preencheu a pouco e pouco as paredes da cidade com pinturas coloridas que se relacionam com a temática da lã, da industria e cultura da cidade perpetuando o seu marco identitário.

A cidade da Covilhã nunca mais será a mesma. A arte saiu à rua!


Roteiro

Com início no mítico Campo das Festas, tudo se prepara para a visita a um dos projectos contemporâneos mais interessantes em Portugal. Entramos na dimensão do mais antigo festival de arte urbana do país, que tal como lanifícios marcaram esta cidade no passado, está a marcar a cidade granja no presente. Um roteiro ideal para fazer em família, uma forma divertida, mas interativa de conhecer o centro histórico da cidade da Covilhã.

Calcorreando os primeiros metros deparamo-nos com uma fonte de três bicas, agora com ilustres “vizinhos”, representando um mundo de magia, cor e de cultura popular representados pelo artista luso Mário Belém. O sonho da criança, a realidade do mundo do trabalho árduo e a velhice onde tudo termina. A melhor intervenção para começar o seu roteiro.

Continuamos pelo jardim público, sendo este um lugar de paragem obrigatória. Daqui, temos uma perspectiva privilegiada sobre o vale da Ribeira da Carpinteira e da ponte pedonal, onde também descansam os alicerces fabris desta cidade, assentes sobre a tradição do trabalhar da lã e que marcou profundamente a história, as tradições e os costumes desta cidade de tipologia ímpar.

No largo da Infantaria 21 duas obras atraem os nossos sentidos. “A Banda”, de Tiago Galo, que ofereceu, em forma de arte urbana, o melhor presente de celebração do 150.º Aniversário da Banda da Covilhã. O olhar de uma menina de olhar fixo e que ostenta uma marca global. No fundo, hoje tudo tende a ser igual: as roupas, a cultura, a sociedade. A cultura local ofusca-se e perde-se no tempo. Esta é a obra de qualidade inquestionável do castelhano Sebas Velasco “Hoy es el Futuro”.

Com calma seguimos pela “Rua Direita”, antigo pilar comercial desta cidade que quase no fim da rua ostenta a intervenção “Andorinhões” do artista Pantónio, simbolizando o voo constante e acrobático que estas aves perpectuam por entre as ruas e edifícios da Covilhã, inspirado no documentário "Da meia-noite pro' dia", sobre o abandono da indústria têxtil. E está só no começo…

Num emaranhado de ruas e becos, numa orografia típica de uma cidade de montanha, começamos o jogo do gato e do rato, procurando as pequenas intervenções da artista catalã BTOY. E numa esquina temos “A vista para a Serra” e Cova da Beira, através da janela manuelina pintada por Kruella d'Enfer.

Sobre o olhar atento da Igreja de São Tiago, apresente-se ao “Lata 65”, workshop que visou aproximar os mais idosos das novas tendências de arte urbana. Não se sente tentado também em pintar? Ao lado temos o “Coração” de Third, demonstrativo da importância das águas da ribeira da Goldra e Carpinteira, o “combustível” hidráulico essencial para o pulsar mecânico das fábricas e para a lavagem da lã e tingimento dos tecidos.

Aqui fazemos um desvio a vamos dar uma vista de olhos ao “Observatório”. Esta obra de 200 m2 leva-nos ao mundo de cor e alegria, ao melhor estilo do artista brasileiro Douglas Ferreira. Aqui lançamos um desafio de identificar as espécies de avifauna representada nesta intervenção. Vamos tentar?

Continuando por ruas, ruelas e vielas da cidade montanha, terra de neve e de trabalho árduo encontramos uma intervenção sobre a Serra da Estrela. Aqui, na “Serra ao alto”, do fotógrafo Rui Gaiola, esta montanha é elevada ao alto, representada por 10 fotografias que deixam qualquer outra montanha repleta de inveja. A seguir chega-se ao Miradouro das Portas do Sol. Em simbiose com a paisagem natural e citadina, outra “paisagem” se destaca. A arte saiu mesmo à rua e deixou-nos mais dois testemunhos: “Wild Orphan” de Tâmara Alves e “Fio Condutor” de Regg Salgado, intrinsecamente conectados com a arte de trabalhar a lã das gentes covilhanenses. Uma arte espelhada em cada covilhanense de gema…

Um mural cria choque, faz-nos parar e pensar. Este é o motivo da obra “Estudo de uma família” de Jofre Oliveras, onde o choque de culturas numa família nunca foi tão debatida como hoje. 

Antes de chegar ao núcleo duro do Wool – Covilhã Arte Urbana, o “Sr. Viseu” de Samina dá-lhes uma boas vindas, preparando-o para o que está a chegar. Por ruelas, becos e casas de granito, a menina de olhar terno, cozendo a bandeira portuguesa de “Portugal pelas Costuras” de Mr Dheo, chama-lhe a atenção de que está rodeado de arte urbana por todo o lado. Faça uma vénia ao “Owel Eyes” de Bordalo II, símbolo máximo do Wool – Covilhã Arte Urbana e tire as selfies que desejar…

Tal como a arquitectura pitoresca do espaço A Tentadora, perca-se no tempo e ouça aqui o que estava na mente de cada artista, pois é aqui que trabalham os mentores deste projecto que moldaram uma “nova Covilhã”, dando um novo motivo de interesse para a sua visitação.

Feche os olhos e em silêncio, sinta a música que brota das paredes em “Em ti mora o meu amor” e “Cidade Flor” de Halfstudio, imortalizados pelo fado “Covilhã cidade neve”, interpretado pela imortal Amália Rodrigues. Ao lado, deixe-se levar pelo “jardim virtual” que Pastel nos deixou, uma homenagem às plantas que contra tudo e contra todos vivem e sobrevivem nos espaços humanizados.

Estamos quase no fim. Mas antes de terminar, a Covilhã culmina a sua persuasão com o olhar de Ernesto de Melo e Castro, olhar esse que transmite serenidade. Serenidade reforçada com “Arrebatamento” de Bosoletti. Cada expressão, cada curva e cada movimento cativa a nossa vista, alma e coração, como se ao som de uma valsa se tratasse…

Aqui somos confrontados com duas novas obras. “Covilhocos à espreita” de Catarina Glam, que nos espreitam das suas janelas e portas, no verdadeiro espirito de boa vizinhança típico dos bairros históricos e a obra abstrata de Alberto Montes. “Sobre a proximidade” é um quebra-cabeças que resulta do desmembrar de uma fotografia histórica da cidade da Covilhã, obrigando-nos a puxar pela nossa capacidade de voltar a juntar as peças e entender o sentido das mesmas.

É tempo de rumar até onde a sua aventura começou… Mas antes vamos olhar o mural “Vida por Vida”. Um tributo aos soldados da paz que através do seu esforço dão a vida pela nossa vida e isso tem um valor sentimental incalculável. Esta homenagem é melhor forma de terminarmos a nossa viagem ao mundo do Wool – Covilhã Arte Urbana.

Bem-haja e volte sempre…

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